Os momentos decisivos nunca são planejados.
Nos preparamos, arrumamos tudo
para o momento desejado,
aquele que fará a diferença.
Só que eles nunca acontecem,
nem no tempo nem na forma imaginada.
Esse tempo anterior nos serve de base,
onde na hora certa, nos ajuda a romper
a fronteira do que somos e o que seremos.
Mas é o improviso, na hora do susto,
na virada da luz, que encontramos com a chance
de pegar ou sentar para lamentar o que jamais será.
Uma vida inteira que nos chega assim,
do nada, sem aviso e sem controle.
Não é a cor da pele, nem o sexo,
tão pouco a crença que diferencia os homens.
O que separa uns dos outros é a capacidade do improviso,
de saber reconhecer, diferenciar um momento comum
de um momento decisivo. Isso faz a diferença,
isso faz toda a diferença.
Arthur.. Sabedor da sua impossibilidade, hoje, de entender em que mares andei navegando, mas com o desejo que você saiba, amanhã, onde sempre estive ancorado, registrei!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
ACREDITE. FAÇA.
De que verdades estão falando.
Não entendo como poderia,
logo eu, saber tanto de alguém.
Como posso questionar suas verdades.
Como posso comparar com as minhas.
A verdade de cada um é sua biografia.
Suas experiências, medos e sonhos.
Seus pais, avós, amigos e cada livro lido.
Cada acorde de cada música ouvida.
Seus beijos dados, seus sonhos podados.
Suas iras, aquela flor, delicadamente, colhida.
Tudo junto faz, constrói uma biografia.
Como você pode querer ser mais do que tudo isso.
O que seus olhos acham que viram,
não sou eu. É o reflexo dos meus atos,
impregnados pela sua verdade,
pela sua vida, suas experiências.
Não me escute e muito menos me julgue
através do seu olhar, eles irão te enganar. Acredite.
Já os seus ouvidos irão saber ver a verdade,
a minha verdade sobre a minha vida.
Como estou e o que quero.
Relaxa, feche os olhos e me escuta. Faça.
Não entendo como poderia,
logo eu, saber tanto de alguém.
Como posso questionar suas verdades.
Como posso comparar com as minhas.
A verdade de cada um é sua biografia.
Suas experiências, medos e sonhos.
Seus pais, avós, amigos e cada livro lido.
Cada acorde de cada música ouvida.
Seus beijos dados, seus sonhos podados.
Suas iras, aquela flor, delicadamente, colhida.
Tudo junto faz, constrói uma biografia.
Como você pode querer ser mais do que tudo isso.
O que seus olhos acham que viram,
não sou eu. É o reflexo dos meus atos,
impregnados pela sua verdade,
pela sua vida, suas experiências.
Não me escute e muito menos me julgue
através do seu olhar, eles irão te enganar. Acredite.
Já os seus ouvidos irão saber ver a verdade,
a minha verdade sobre a minha vida.
Como estou e o que quero.
Relaxa, feche os olhos e me escuta. Faça.
FATO
Eu não sei quando, eu não sei como,
e eu não sei o porquê. O fato é que estou
completamente apaixonado por você.
Eu não sei se devo e muito menos se arco.
Se posso contornar o tempo, mas o fato é que estou,
mais uma vez, apaixonado por você.
Se isso ira me levar, ira me fazer chegar.
Se será tudo que merecemos e sonhamos.
Se ira fazer valer cada segundo de tempo até aqui.
Eu sinceramente não sei, mas o fato é que eu
gosto de você e é com você que quero ficar.
Não me importa quando nem se.
Não me importa o que rolou e o que rola,
e nem mesmo o que irá acontecer.
Eu só quero tentar, cuidar de você.
Poder dizer com calma e sem medo:
Estou rendido, entregue e feliz.
e eu não sei o porquê. O fato é que estou
completamente apaixonado por você.
Eu não sei se devo e muito menos se arco.
Se posso contornar o tempo, mas o fato é que estou,
mais uma vez, apaixonado por você.
Se isso ira me levar, ira me fazer chegar.
Se será tudo que merecemos e sonhamos.
Se ira fazer valer cada segundo de tempo até aqui.
Eu sinceramente não sei, mas o fato é que eu
gosto de você e é com você que quero ficar.
Não me importa quando nem se.
Não me importa o que rolou e o que rola,
e nem mesmo o que irá acontecer.
Eu só quero tentar, cuidar de você.
Poder dizer com calma e sem medo:
Estou rendido, entregue e feliz.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
NAVEGO
A meu ver não existe:
Passado que não possa voltar,
presente que não possa passar
e futuro que não se possa evitar.
Nesse vai e vem dos fatos,
navegamos, nem sempre no comando,
mas sempre que possível,
com os olhos voltados para o norte,
sem nunca perder a noção do sul.
Não há nada mais apavorante
do que estar, a deriva, em alto mar.
Porém, nada mais libertador do que
estar perdido, rendido e entregue.
Quando achamos que somos mais livres,
é, justamente, quando estamos mais presos.
Negar um amor é declinar do vai e vem do mar,
onde podemos encontrar um porto seguro para descansar,
e partir quando a hora chegar. Se chegar.
Passado que não possa voltar,
presente que não possa passar
e futuro que não se possa evitar.
Nesse vai e vem dos fatos,
navegamos, nem sempre no comando,
mas sempre que possível,
com os olhos voltados para o norte,
sem nunca perder a noção do sul.
Não há nada mais apavorante
do que estar, a deriva, em alto mar.
Porém, nada mais libertador do que
estar perdido, rendido e entregue.
Quando achamos que somos mais livres,
é, justamente, quando estamos mais presos.
Negar um amor é declinar do vai e vem do mar,
onde podemos encontrar um porto seguro para descansar,
e partir quando a hora chegar. Se chegar.
domingo, 27 de setembro de 2009
Só meu (Momento)
Evolui, venho evoluindo.
Começo, com mais facilidade,
a não jogar fora momentos bons,
lugares onde estive,
amores pelos quais me rendi,
amizades, muitas.
Isso é o mais simples e ao mesmo tempo tão difícil.
Uma paralisia, uma deficiência, um limitador.
Nunca quis e continuo não querendo,
quero o movimento,
o olhar, o toque e a sorte.
Estar lá, na hora certa,
no instante da foto,
no momento certo.
Mesmo que seja só meu.
Começo, com mais facilidade,
a não jogar fora momentos bons,
lugares onde estive,
amores pelos quais me rendi,
amizades, muitas.
Isso é o mais simples e ao mesmo tempo tão difícil.
Uma paralisia, uma deficiência, um limitador.
Nunca quis e continuo não querendo,
quero o movimento,
o olhar, o toque e a sorte.
Estar lá, na hora certa,
no instante da foto,
no momento certo.
Mesmo que seja só meu.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
BATENTES
Atravesso um estreito corredor.
Abro mão de parte de um pouco, tudo.
Percebo a ausência permitida,
autorizada pela minha consciência.
Sigo caminhando, deixando pelo caminho
alguns pensamentos, coisas que me apeguei.
Medos que nascem mais rápido que minha percepção.
Continuo caminhando em um corredor
sem paredes, sem teto e sem limites.
Perco e me acho para depois, voltar a me perder.
Percebo-me e me visito, e ao fazer isso,
descubro a existência de portas,
portas sem batentes, já que sei que não há paredes.
Mas não me perco, sei o lugar onde estou.
Sei de onde estou vindo,
e que no final vou estar bem.
Só não sei aonde e nem com quem.
Abro mão de parte de um pouco, tudo.
Percebo a ausência permitida,
autorizada pela minha consciência.
Sigo caminhando, deixando pelo caminho
alguns pensamentos, coisas que me apeguei.
Medos que nascem mais rápido que minha percepção.
Continuo caminhando em um corredor
sem paredes, sem teto e sem limites.
Perco e me acho para depois, voltar a me perder.
Percebo-me e me visito, e ao fazer isso,
descubro a existência de portas,
portas sem batentes, já que sei que não há paredes.
Mas não me perco, sei o lugar onde estou.
Sei de onde estou vindo,
e que no final vou estar bem.
Só não sei aonde e nem com quem.
FLORES
Um cara enfeitiçado pela lua em plena luz do sol.
Sinto-me as margens de um tempo medido.
Como poderia medir a vida através do tempo.
Como poderia me sentir mais forte sem ser gentil.
Dia e noite, sol e lua.
Minha vida, o meu fim.
Meus amores, minhas dores.
Fala mansa, uma dança lenta.
Uma renda delicada vista de perto.
O que é certo é o arrepio da dor curtida.
A sombra aflita deixada na sua partida.
As horas lentas nos primeiros momentos sem você.
O retorno ao dia a espera da sua volta,
da lua, do nascer do sol, das manhãs, do café a dois.
Do lençol sujo, do travesseiro marcado.
Do beijo interrompido, mesmo que longo.
Do seu cheiro que parte lentamente.
Da saudade deixada pelo seu sorriso.
Do ciclo que se inicia no meio do dia,
que não tem fim, não tem sol e não tem lua.
Mas faz da minha vida um colorido jardim.
Sinto-me as margens de um tempo medido.
Como poderia medir a vida através do tempo.
Como poderia me sentir mais forte sem ser gentil.
Dia e noite, sol e lua.
Minha vida, o meu fim.
Meus amores, minhas dores.
Fala mansa, uma dança lenta.
Uma renda delicada vista de perto.
O que é certo é o arrepio da dor curtida.
A sombra aflita deixada na sua partida.
As horas lentas nos primeiros momentos sem você.
O retorno ao dia a espera da sua volta,
da lua, do nascer do sol, das manhãs, do café a dois.
Do lençol sujo, do travesseiro marcado.
Do beijo interrompido, mesmo que longo.
Do seu cheiro que parte lentamente.
Da saudade deixada pelo seu sorriso.
Do ciclo que se inicia no meio do dia,
que não tem fim, não tem sol e não tem lua.
Mas faz da minha vida um colorido jardim.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
TROCA DE PELE
Numa fração te tempo,
percebo que perdi o controle.
O que poderá vir de frente não depende,
não passa pelo meu desejo.
Derivo num tempo ao qual não pertenço.
Sofro pelo que ainda não me atinge,
mas que independente desse tempo, me aflige.
Ainda não rendido, busco a solução
de um problema que não existe.
O que vejo e percebo é que meu presente,
não mais agora, determina o que virá.
Isso já ficou, esse erro eu já cometi.
Um passado que se sobrepõe ao que faço.
Um futuro que temo ser um espelho do agora,
do que vivo e do que não posso mais mudar.
Aprendo com isso, que nem sempre
o que fazemos, determina o que iremos fazer,
mas sim o que já fizemos, o que já se foi.
Passado marcado na memória da pele do meu tempo,
tatuado, entranhado e aumentando os meus dias.
Deve haver um jeito de mudar esse tempo.
Mas eu não sei como, não agora.
percebo que perdi o controle.
O que poderá vir de frente não depende,
não passa pelo meu desejo.
Derivo num tempo ao qual não pertenço.
Sofro pelo que ainda não me atinge,
mas que independente desse tempo, me aflige.
Ainda não rendido, busco a solução
de um problema que não existe.
O que vejo e percebo é que meu presente,
não mais agora, determina o que virá.
Isso já ficou, esse erro eu já cometi.
Um passado que se sobrepõe ao que faço.
Um futuro que temo ser um espelho do agora,
do que vivo e do que não posso mais mudar.
Aprendo com isso, que nem sempre
o que fazemos, determina o que iremos fazer,
mas sim o que já fizemos, o que já se foi.
Passado marcado na memória da pele do meu tempo,
tatuado, entranhado e aumentando os meus dias.
Deve haver um jeito de mudar esse tempo.
Mas eu não sei como, não agora.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
FATAL
Foram apenas dois dias, quando te conheci.
Um a mais que um e um a menos que três.
Quando percebi, você já havia partido,
ido sem deixar muitas pistas:
Morena, apesar de gaucha.
Comprometida, talvez nem tanto.
Linda isso eu pude perceber.
Mas o tempo que demorei a ver, vinte e quatro horas,
um a mais que um e um a menos que três, foi fatal.
O tempo passa quando você não olha.
Penso que ainda há tempo para nós,
suponho que o que ocorreu, nos aproximou.
O já dito mais que um e menos que três, nos favoreceu.
Penso ser insano desejar o eterno,
acredito ser saudável desejar partir.
Encontro razão no doce sabor, no cheiro forte
que tudo que é bom acaba deixando.
A saudade nasce do amor, enquanto a partida
é composta do que já se foi, e que, quase sempre,
vem após o tempo certo. Dito isso, devo assumir que:
Prefiro um amor louco a ser louco por um amor.
Um a mais que um e um a menos que três.
Quando percebi, você já havia partido,
ido sem deixar muitas pistas:
Morena, apesar de gaucha.
Comprometida, talvez nem tanto.
Linda isso eu pude perceber.
Mas o tempo que demorei a ver, vinte e quatro horas,
um a mais que um e um a menos que três, foi fatal.
O tempo passa quando você não olha.
Penso que ainda há tempo para nós,
suponho que o que ocorreu, nos aproximou.
O já dito mais que um e menos que três, nos favoreceu.
Penso ser insano desejar o eterno,
acredito ser saudável desejar partir.
Encontro razão no doce sabor, no cheiro forte
que tudo que é bom acaba deixando.
A saudade nasce do amor, enquanto a partida
é composta do que já se foi, e que, quase sempre,
vem após o tempo certo. Dito isso, devo assumir que:
Prefiro um amor louco a ser louco por um amor.
domingo, 13 de setembro de 2009
DESCONSTRUINDO
Em pé sem poder andar.
Deitado sem conseguir dormir.
O meu sorriso não nasce da minha alegria.
O meu choro não revela todas as minhas mazelas.
O que demonstro nem sempre é visto.
O meu oposto não revela como estou.
As minhas horas nem sempre correm.
O que ocorre nem sempre é real.
De lado ou oposto sigo decifrado.
Decifrando, sigo ao lado de mim mesmo.
As margens de quem eu me tornei,
que de verdade nem eu sei se dou conta,
encontro correntes e sigo.
Cansado, cauteloso e sem coragem,
deixo um pouco de tudo para trás.
E dessa forma, e com cheiro de mofo,
encontro algo de novo,
para nunca mais chorar por alguém
que não possa me fazer feliz.
Deitado sem conseguir dormir.
O meu sorriso não nasce da minha alegria.
O meu choro não revela todas as minhas mazelas.
O que demonstro nem sempre é visto.
O meu oposto não revela como estou.
As minhas horas nem sempre correm.
O que ocorre nem sempre é real.
De lado ou oposto sigo decifrado.
Decifrando, sigo ao lado de mim mesmo.
As margens de quem eu me tornei,
que de verdade nem eu sei se dou conta,
encontro correntes e sigo.
Cansado, cauteloso e sem coragem,
deixo um pouco de tudo para trás.
E dessa forma, e com cheiro de mofo,
encontro algo de novo,
para nunca mais chorar por alguém
que não possa me fazer feliz.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
QUEM SABE
A verdade é que sempre tive coragem
de me despedir dos grandes amores.
Um ato heróico ou uma banal fuga.
Nunca soube e acho que nunca vou saber,
mas isso não importa, não agora.
É verdade também que nunca os esqueci,
sinto saudades de todos.
Os amores, para mim, sempre foram
como uma música, que entra por cima,
aloja-se no meio esquerdo,
e faz meus pés levitarem.
Minhas melhores e piores lembranças.
Meu cinza e todas as minhas cores.
Minha pele e meu avesso.
Despedi-me como uma mãe,
que a beira do embarque de um filho,
sorri chorando, na espera do dia que ele ira voltar.
Mas como os filhos, os amores nunca voltam.
Não sei, quem sabe, acho que ninguém,
e acho que nunca saberei.
de me despedir dos grandes amores.
Um ato heróico ou uma banal fuga.
Nunca soube e acho que nunca vou saber,
mas isso não importa, não agora.
É verdade também que nunca os esqueci,
sinto saudades de todos.
Os amores, para mim, sempre foram
como uma música, que entra por cima,
aloja-se no meio esquerdo,
e faz meus pés levitarem.
Minhas melhores e piores lembranças.
Meu cinza e todas as minhas cores.
Minha pele e meu avesso.
Despedi-me como uma mãe,
que a beira do embarque de um filho,
sorri chorando, na espera do dia que ele ira voltar.
Mas como os filhos, os amores nunca voltam.
Não sei, quem sabe, acho que ninguém,
e acho que nunca saberei.
UMA PERGUNTA
Não posso dizer que não estou legal.
Que ando, cambaleando mal.
Nem tão pouco que estou indo bem,
que não ando feliz, inteiro.
Completo mesmo que ainda me falte.
É certo que isso não vai mudar,
que nada ira me faltar.
Nasci incompleto por inteiro,
com defeito, não sei ao certo.
Entre um reflexo e a real,
vou me encaixando, montando.
Às vezes chego, outras não.
Chegar e partir, sempre me perco,
não encontro se é início ou a partida,
se é o fim ou onde nasci.
Mas sigo, fazer o que. E nem quero.
Fazer para que?
Que ando, cambaleando mal.
Nem tão pouco que estou indo bem,
que não ando feliz, inteiro.
Completo mesmo que ainda me falte.
É certo que isso não vai mudar,
que nada ira me faltar.
Nasci incompleto por inteiro,
com defeito, não sei ao certo.
Entre um reflexo e a real,
vou me encaixando, montando.
Às vezes chego, outras não.
Chegar e partir, sempre me perco,
não encontro se é início ou a partida,
se é o fim ou onde nasci.
Mas sigo, fazer o que. E nem quero.
Fazer para que?
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
O MEU MELHOR
Se um dia forem falar de mim,
digam que fui um homem feliz,
apesar de tantos erros que cometi.
Digam que tive pais amorosos,
irmão amados e avós que lembro, sempre, com carinho.
Digam, para o meu filho, que eu o amei absurdamente,
em cada centímetro de distância,
em todos os meus gestos e momentos,
e até quando não pude ser um bom pai.
Digam, para os meus amigos, que só me tornei possível
porque os tive juntos de mim.
E que não errei mais, porque eles não me deram essa chance.
Afirmem, para todos, que vivi a vida que eu desejei,
mesmo tendo deixado escapar, momentos que deveria ter vivido.
E sobretudo, que fiz o melhor que pude fazer.
digam que fui um homem feliz,
apesar de tantos erros que cometi.
Digam que tive pais amorosos,
irmão amados e avós que lembro, sempre, com carinho.
Digam, para o meu filho, que eu o amei absurdamente,
em cada centímetro de distância,
em todos os meus gestos e momentos,
e até quando não pude ser um bom pai.
Digam, para os meus amigos, que só me tornei possível
porque os tive juntos de mim.
E que não errei mais, porque eles não me deram essa chance.
Afirmem, para todos, que vivi a vida que eu desejei,
mesmo tendo deixado escapar, momentos que deveria ter vivido.
E sobretudo, que fiz o melhor que pude fazer.
AS MULHERES
Existem dois momentos que me faltam às palavras,
quando não sei o que dizer:
No início e no fim de um grande amor!
Nessa hora, me falta chão,
perco a razão, o meu norte.
Dois momentos distintos, absolutamente iguais.
Já que é no coração que passo a existir
de forma total, intensa e frágil.
Cada movimento, gesto ou palavra dita,
pode mudar minha vida por completo.
Mas o mais difícil é que sem opção,
tenho que falar, pois o meu silêncio pode ser ainda pior.
Falar ou calar são detalhes de um momento
impar, delicado e decisivo,
onde devo, sempre, me posicionar.
quando não sei o que dizer:
No início e no fim de um grande amor!
Nessa hora, me falta chão,
perco a razão, o meu norte.
Dois momentos distintos, absolutamente iguais.
Já que é no coração que passo a existir
de forma total, intensa e frágil.
Cada movimento, gesto ou palavra dita,
pode mudar minha vida por completo.
Mas o mais difícil é que sem opção,
tenho que falar, pois o meu silêncio pode ser ainda pior.
Falar ou calar são detalhes de um momento
impar, delicado e decisivo,
onde devo, sempre, me posicionar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
UM CONVITE PARA DIG
A felicidade não é algo que se possa encontrar,
ela nos elege, vem ao nosso encontro.
Cabe a nós reconhecê-la, destrancar as portas,
e deixá-la entrar.
Momento difícil, mas mágico,
onde podemos mostrar ao mundo,
e principalmente a nós mesmos,
o que queremos, qual a nossa verdadeira vocação.
Ser feliz é um exercício de coragem.
Feito isso, precisamos ser devotos,
continuarmos corajosos, para que a cada dia
possamos, ao acordar, exercer nosso direito
de continuarmos sendo felizes.
E isso se faz nas nossas manhas,
onde fazemos as nossas escolhas,
ou repetimos a que já fizemos:
Manter as portas abertas,
deixar a luz entrar e continuar sorrindo.
ela nos elege, vem ao nosso encontro.
Cabe a nós reconhecê-la, destrancar as portas,
e deixá-la entrar.
Momento difícil, mas mágico,
onde podemos mostrar ao mundo,
e principalmente a nós mesmos,
o que queremos, qual a nossa verdadeira vocação.
Ser feliz é um exercício de coragem.
Feito isso, precisamos ser devotos,
continuarmos corajosos, para que a cada dia
possamos, ao acordar, exercer nosso direito
de continuarmos sendo felizes.
E isso se faz nas nossas manhas,
onde fazemos as nossas escolhas,
ou repetimos a que já fizemos:
Manter as portas abertas,
deixar a luz entrar e continuar sorrindo.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
AMOR DESPROVIDO
Amor sem barreiras, sem fronteiras, sem pudor.
Amor que surge, que infiltra, dilacera,
mina, fortalece e me faz possível.
Trafego no limite, na tangente,
na fronteira do meu lugar.
Nasci, cresci e morrerei.
Perto desse amor talvez não.
Nas cinzas encontro a cor oposta,
que me sinaliza, me seduz,
me conduzindo sem destino.
Me ensina o que devo e o que devo. Não, jamais.
Em tempos reais peço pausa,
quero o sonho, o impossível.
Mas vou lá e faço, conquisto.
Mostro que cheguei, deito, relaxo e fico de pé.
Sigo mutante, nasci assim.
Se vou morrer, acho que não.
Pelo menos hoje.
Amor que surge, que infiltra, dilacera,
mina, fortalece e me faz possível.
Trafego no limite, na tangente,
na fronteira do meu lugar.
Nasci, cresci e morrerei.
Perto desse amor talvez não.
Nas cinzas encontro a cor oposta,
que me sinaliza, me seduz,
me conduzindo sem destino.
Me ensina o que devo e o que devo. Não, jamais.
Em tempos reais peço pausa,
quero o sonho, o impossível.
Mas vou lá e faço, conquisto.
Mostro que cheguei, deito, relaxo e fico de pé.
Sigo mutante, nasci assim.
Se vou morrer, acho que não.
Pelo menos hoje.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
PASSADO E FUTURO SOMADOS
Quando entendemos que vivemos momentos com início, meio e fim.
E que cada momento precede um novo tempo.
Quando entendemos que é vital estarmos
atentos aos sinais que recebemos,
para que possamos permitir que algo de novo aconteça:
Um beijo, uma dança em alto mar, um sorriso ou um tropeço.
Não importa, o que importa é que esses sinais mudam tudo,
determinando o fim da vida que conhecemos,
dando lugar a uma nova fase, que se soma a que se foi.
E no final, depois de todas somadas,
podemos dizer, em tom maior, que:
Essa é a minha vida, essa é a vida que eu quis viver!!!
E que cada momento precede um novo tempo.
Quando entendemos que é vital estarmos
atentos aos sinais que recebemos,
para que possamos permitir que algo de novo aconteça:
Um beijo, uma dança em alto mar, um sorriso ou um tropeço.
Não importa, o que importa é que esses sinais mudam tudo,
determinando o fim da vida que conhecemos,
dando lugar a uma nova fase, que se soma a que se foi.
E no final, depois de todas somadas,
podemos dizer, em tom maior, que:
Essa é a minha vida, essa é a vida que eu quis viver!!!
sábado, 17 de janeiro de 2009
PROPORÇÃO
Continuei pensando: Meu pai, que tanto amo,
deu-me a capacidade de entender as coisas práticas da vida.
Você me deu à lúdica, a capacidade de sonhar, de fazer poesia.
Não que ele não tenha contribuído com isso,
não existem sonhos sem realidade.
Meu pai é o ser humano, que eu conheci,
mais capaz de me ensinar sobre a vida.
Mas você, sobre os delírios, os sonhos, é imbatível.
Durante muitos anos, não pude perceber o quanto
isso seria importante para mim,
e hoje, maduro, percebo que sou um misto
de um homem e de uma mulher.
Capaz de resolver e sonhar, na mesma proporção.
deu-me a capacidade de entender as coisas práticas da vida.
Você me deu à lúdica, a capacidade de sonhar, de fazer poesia.
Não que ele não tenha contribuído com isso,
não existem sonhos sem realidade.
Meu pai é o ser humano, que eu conheci,
mais capaz de me ensinar sobre a vida.
Mas você, sobre os delírios, os sonhos, é imbatível.
Durante muitos anos, não pude perceber o quanto
isso seria importante para mim,
e hoje, maduro, percebo que sou um misto
de um homem e de uma mulher.
Capaz de resolver e sonhar, na mesma proporção.
MINHA MÃE
Existe algo que me une a você.
Mais que o fato de ser minha mãe,
adoro escrever, e não tenho dúvidas,
isso eu devo a você, como muitas outras coisas.
Mas essa característica, nem sei se bem exercida,
eu amo de paixão. Não por vaidade, mas
por ter a capacidade de me expor.
Engraçado, acho que talvez por isso,
você nunca tenha levado, o seu dom, a diante.
Mas quero que saibas que, independente
de tudo que te devo, só isso me faz o cara mais feliz do mundo.
Ser seu filho me deu muitas coisas, mas principalmente
o desejo de me expor, através das palavras!!
Mais que o fato de ser minha mãe,
adoro escrever, e não tenho dúvidas,
isso eu devo a você, como muitas outras coisas.
Mas essa característica, nem sei se bem exercida,
eu amo de paixão. Não por vaidade, mas
por ter a capacidade de me expor.
Engraçado, acho que talvez por isso,
você nunca tenha levado, o seu dom, a diante.
Mas quero que saibas que, independente
de tudo que te devo, só isso me faz o cara mais feliz do mundo.
Ser seu filho me deu muitas coisas, mas principalmente
o desejo de me expor, através das palavras!!
HARMONIA DOS MUNDOS
Quando vieram me dizer que não podia, eu pensei:
Como assim, só porque tenho mais idade?
Eu sempre fui capaz de ser mais velho ou menos,
dependendo do que eu queria.
E o que seria ser mais velho?
Sou composto de metade matéria, metade alma.
Minha alma pode ser tudo:
Neném, criança ou refém.
E se fui tomado, conquistado,
foda-se a data que consta na minha identidade.
Que o mundo me perdoe, mas não vou deixar de ser feliz
porque deveria estar ali em vez de estar aqui.
Quem foi o imbecil que determinou isso?
Faremos o seguinte, a maioria do mundo caminhando pra lá,
e eu, apaixonado e feliz, caminhando para cá.
E isso na mais perfeita harmonia.
Como assim, só porque tenho mais idade?
Eu sempre fui capaz de ser mais velho ou menos,
dependendo do que eu queria.
E o que seria ser mais velho?
Sou composto de metade matéria, metade alma.
Minha alma pode ser tudo:
Neném, criança ou refém.
E se fui tomado, conquistado,
foda-se a data que consta na minha identidade.
Que o mundo me perdoe, mas não vou deixar de ser feliz
porque deveria estar ali em vez de estar aqui.
Quem foi o imbecil que determinou isso?
Faremos o seguinte, a maioria do mundo caminhando pra lá,
e eu, apaixonado e feliz, caminhando para cá.
E isso na mais perfeita harmonia.
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