quinta-feira, 21 de maio de 2015

Safári

Eu to morrendo
e meus olhos
insistem em enxergar

Eu to vivendo
entre almas mortas
que me fazem gritar

Choro compulsivamente
pela Lagoa, mortos dentro e fora
em cada esquina

Todos estamos em morte
é ódio para todos os lados
o amor sendo dilacerado

São facas que não cortam mais
não cumprem seus destinos
só matam nessa selva africana

Quero sair vivo desse mundo
e não viver morto nessa cegueira sufocante
tenho filho e quem sabe, terei netos

Guarda Roupas

A felicidade
é como um vácuo
no meio da cidade

Onde não há som
nem movimento
nenhuma canção

É a vida
em estado bruto, ali
Diante dos nossos olhos

E o que sentimos
é a verdade dos nossos atos
aquilo que nos tornou

Queria você nesse brinde
Sair vivo dessa vida, juntos
transcender

Mas nesse instante
que tudo se revela
se conecta e faz sentido

Agora sei, essa dor é minha
e o tempo parou
para eu trocar de roupa