sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

benquerença

Ela não suportava me ver sonhando
Que pena eu sinto dela
Viver uma vida sem sonhos
Seria o mesmo que viver a vida dela

Nem toda fala é pejorativo
Às vezes é só um saber
Um querer olhar diferente
Mesmo que muita gente esteja vendo

A resposta da minha verdade
Não encontro no olhar de quem me vê
O que ela vê ao me olhar
Se não a ela própria e o seu querer?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A fé como alimento

De tempo em tempo
Trombamos com a vida
Caminhos opostos
Direções em bifurcação

Contando em tempos
Não mais do que um
Talvez cheguem a dois
Quem sabe até um pouco mais

Mais nunca foi tarde
Vivi de verdade e
Registrei em imagens
Aquilo que não queria mais

E segui sempre em frente
Sentado. Às vezes demente
Meu encontro com aquilo
Eu sabia. Seria minha salvação

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Selva de ruídos

Percebo melhor o presente                     
Quando abro mão dos medos
Que carrego e que sopram
Ventos de tempestade
Em tormentas noturnas de verão

Inspiro-me no passado
Quando mergulho em minhas nascentes                                           
Despedindo-me das palavras
Que habitam em mim
Numa privação voluntária do falar

E no silêncio conquistado
As palavras que moram em mim
Percebo o ciumes que sentem
Ao me verem íntimo
Do silêncio que também reside assim

Terras novas conquistadas
Ausento-me dessa selva de ruídos
Pelo tempo necessário
Secreto tempo que sopra e refresca
O que verdadeiramente sou