segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Resposta..


Nesse momento? Estou bem!
Ouvindo minhas músicas
Bebendo qualquer coisa
Pensando devagar

Como no vai e vem das marés
Existem horas que não passam
Tempos que não chegam
Dias que não vão

Teu cheiro foi embora
Teu sorriso não sorri pra mim
Nossos beijos,
E os abraços de pé.

Vou e volto
Parto sem ter ido
Não sei o que é raso
Nem tão pouco permitido

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

MANHÃS



Nessa manhã que precede,

De forma urgente,

Meus maiores desejos,

Fui tomado por inteiro.

Que minha estrela guie os meus passos.

E que meu olhar não perca o foco,

E nem a direção que devo continuar olhando.

E que ao amanhecer, outra vez,

Meu coração possa repousar,

Acreditando sem titubear,

Que sempre irão existir motivos novos,

Mesmo que já vividos,

Para que se possa sorrir e ser feliz.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

MANTRA


Eu quero paz, eu quero o canto,
Eu quero a semente, a poesia e o mar.

Eu quero tudo novo, e tudo outra vez
Eu quero dançar, sorrir e brincar.

Eu quero a escolha, eu quero a semente
Eu quero ir pra poder voltar.

Eu quero a visão e a cegueira
Eu quero a fala, a luta e uma mulher.

Eu quero muito e quero pouco
Eu quero dormir e acordar pra te beijar.

Eu quero tudo e quero você
Quero que volte com vontade de ficar.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

SÓ HAVIA VOCÊ


Meu amor foi flechado pelo passado.
Ficou pequeno diante de um tempo,
Maior que ele mesmo. Mesmo não sendo.

E na manhã de luz clara e mesa posta,
Foi embora sem dar um beijo.
Um beijo derradeiro.

E no silêncio da tarde que chegou,
Sentado na mesa do almoço sem pratos,
Pequei um copo e encontrei meu rosto.

E nesse copo marcado pelo último gole
Que sua boca, pintada, deixou,
Só havia um rosto. Não havia você.

E na mesa vazia, com o copo assinado,
E no silêncio deixado pela sua partida,
Fechei meus olhos e encontrei você.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

TRÊS TEMPOS


Coração, pulmão e rim
Meus pés, meu tronco
Cotovelo, joelho
Baço, pinico e marfim

Pensamentos muitos
Atitudes impregnadas
Reações descabidas
Olhares partidos

Quando o amor passa
O antes vira saudade
O durante torna-se dor
E o depois vira crença

CICLO


Esse frio que sinto
Que chega nas tardes, nas noites
E em muitas manhãs de segunda
Que inicia minhas semanas
Que me faz ficar entre cobertas
No silêncio do meu travesseiro

Olhos molhados em dias de inverno
Não tão abertos, não tão fechados
Mente lenta, sem sede
Que corre do presente
Lembrando do que acabou de passar
Insistentemente. Minuto a minuto

Como gotas de tempo
Torturando-me em cada pingo
Em cada suspiro dado pela tua ausência
E no tempo entre uma coisa e outra
Encontro mais tempo, e mais tempo
Infinito tempo que não para de chegar

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CAMINHAR


O que vem primeiro

A fé que temos

Ou o silêncio imposto

Que nos obriga a pensar

Quando o som se vai

Antes da hora desejada

Deixa um vácuo de fala

Risca o chão que pisamos

Dilacera os nossos sonhos

E no meio de quase nada

E como um mergulhador

Em apneia e fundo

O olho fecha, a mente para

E o movimento cadenciado dos pés

É a única coisa que nos sobra

TEMPO QUE SINTO

Quando a conheci

Saltava alto, descia lento

Ainda posso ver

Eu parava as horas.

Quando a conheci

Falava-me sobre a vida

Com a emoção de quem vê

O início de um novo dia

Eu ainda posso ouvir

Tempo que não passa.

Dias deram lugar a dias

Noites com muitos odores

Verdades que foram ditas

E na gangorra do porto da vida

Vejo-a partir

E com meus punhos cerrados

Sinto-me impedido de voltar a sorrir.


Até que o tempo volte a passar.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

VAZIO

O lado vazio, o som que chega
O lençol arrumado. A tua ausência
O seu cheiro que não vejo, não percebo
O silêncio desorganizado que grita
O outro lado da mesa. O vazio

Da pasta de dente, do fio dental
A falta do pé, do café e do jornal
Da sua varanda, do meu arguile
Do seu sorriso, dos seus dedos. Do pé
Da batida, do vinho, do brinde. De ter fé

Da primeira vez em que te vi
Do escritório. Do alto Leblon
De todas as tardes roubadas. Dos beijos
Da areia da Duna, do sol de Jeri
Saudade de tudo: do que vi e do que não vi 

REZA FORTE (curta)

"QUE SEJA FEITO A SUA VONTADE"
............................................Só não me peça para dizer AMÉM!

GAME

Nunca acreditei que éramos perfeitos
Quis aprender a conviver com as diferenças
Com os defeitos e desencontros
Quis valorizar e admirar as qualidades
Essa era minha crença, onde quis chegar

Não foi possível, fomos roubados
Perdemos-nos no meio de tanto e de tão pouco
Deixamos e partimos abandonando o que tínhamos
E hoje o que nos restou foi o que não fizemos
As lembranças de tudo que poderíamos ter feito

Venho tentando equacionar essa matemática
Que não fecha aos meus olhos turvos
Queria ter dito muito, amado mais e melhor
Tive que me despedir, aceitar um tempo errado
Compreender que agora não sou mais dois

Ando dormindo pouco para ter mais tempo
Tempo de perceber melhor o que restou
E olhando o futuro refletido no teto do meu quarto
Vejo que estou com dificuldades, que não será fácil
Mas que ainda não terminei e que tudo não será em vão