domingo, 11 de novembro de 2018

reverso familiar

me torno mais breve
nessa servidão
em febre, voluntária
onde quase não existo
restando apenas em um sopro
tudo aquilo que sinto

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Calados pela vida que não tiveram

A vida da gente
sempre à espera de nós
Não sei se sou eu
ou a vida que espera
mas se na espera
não cabe o encontro
eu não caibo
dentro da vida dela.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

O amor é barco a vela

Quando sinto amor
vem sempre
um fluir ao vento
na direção do mar

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Introjetado

Não sei ser a não ser, desejante
Condeno-me a condição livre
Correndo o risco, da liberdade
Ser somente uma ilusão

sábado, 30 de junho de 2018

Capoeira

Era um outro eu
Sempre deixado
Passado como o vento
Das manhãs que acordei

Era sempre eu
Transformado pelo dia que passou
E que levou e me trouxe
Aqui estou

Era eu e não era
O que sou
E se sou, serei sempre?
Fui com o que flertei

domingo, 17 de junho de 2018

na calada, da vida.

na sombria travessia
que a torna
sumidouro do espelho dele
em rosa pele
de veludo violeta
sorvem dois escorrendo em um

refém de respostas
coberta pelo tempo que a veste
não avista, despercebe
o olhar que lhe aponta
náufraga pela imagem
de um mundo inventado

quarta-feira, 9 de maio de 2018

dicotomia

é que busco
saber quem eu sou
no meio de muitos, loucos
que não querem saber não