terça-feira, 28 de julho de 2015

Dor
De alma quando se despede
Da coragem de sentir mais dor,
Dói

Escolhas
Que se impõem
Pela força bruta da impotência
Severa ausência
De se tornar um só
Sendo dois,
Escolhe

Amor
Quando é medo
Se desfaz em poeira,
E vira só

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Existe um eu dentro de mim

Manifestações corporais
De um ser imortal
Que mora dentro
Do meu próprio peito

Abaixo da pele que separa
Aquilo que seria eu
Que me protege e me revela
Pura alma minha, indolente

Um ser quase igual a mim
E tão divergente
Embora saiba o de tantos
Entre tantos saberes diferentes

E por ser ele somente dele
Aparentemente apenas um
Sendo dois para sempre
Estabeleceu-se a loucura perene

sábado, 18 de julho de 2015

Mais

A paz que não me seduz,
que me esconde,
no balanço da rede,
que vai da direita para a esquerda,
depois repete, se limita.

E assim segue,
no balanço que não transforma,
que não vai adiante,
não tem escuro,
aquele do pulo, do salto, do impulso.