quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

MEDIDAS

Cada um tem seu tamanho, seu lugar,
Onde cabe na medida certa,
Na função, previamente, determinada por mim.

Sua proporção, ao meu discreto olhar,
Sempre me pareceu maior.
Algo além do meu tamanho.
Algo depois da minha enseada,
Do meu mar calmo, do meu lar. Escondido lar.

Mas algo muda. Seu tamanho se reduz,
Seu olhar vem me seduzindo
E sua boca me cegando.
Deve ser isso, não enxergo igual, não mais.

Meu futuro foi alterado,
Os meus riscos aumentados.
Continuo com meu olhar discreto.
Que vê, agora, algo menor,
Com mais proporção, possibilidades.

Continuo com medo das medidas,
Mas não posso mais negar o vento.
Devo e vou, com medo,
Sair da minha enseada,
Do meu mar calmo, do meu lar
E do meu, não mais, escondido lar.

Um comentário:

Regina disse...

Ainda busco meu lugar, porque não sei qual o meu tamanho... amei, parabéns!