terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Inveja branca e invertida


Gosto da vida,
Das manhas, das tardes
E das noites.

Tenho o olhar atento,
Dentro desses tempos,
Para a hora que o sol se põe.

De forma rápida e perigosa,
É no por do sol
Que a natureza troca a guarda.

Podendo, dessa forma,
Tudo acontecer.
Não há guardas, não há regras.

É o dia que fica.
É a noite que chega.
É o imponderável que se apresenta.

Invejo a coragem da dor concedida,
Quase sempre nessa fração de tempo,
Pelos grandes compositores.

Sobretudo do samba de alma negra,
que fazem dessa dor,
E dessa troca de turno,
Seu momento de anarquia.

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