Nem sempre temos a noção exata
das conseqüências de uma escolha feita.
Agimos por correnteza, impulsionados
atropelamos os fatos, as evidências.
Perdemos o controle, as horas.
Sem pausa e sem silêncio,
agimos sem certeza do caminho,
de como faremos e muito menos
para onde estamos indo.
Vida moderna, mundo globalizado.
Não me importa o nome dado,
se é certo que o meu encanto,
encontro nas prateleiras do meu armário.
Vou ficar um minuto sentado,
paralisado da cintura pros lados,
cadenciar o meu ar, identificar o meu lar,
e falar para todos: meu andar é mais devagar.
Arthur.. Sabedor da sua impossibilidade, hoje, de entender em que mares andei navegando, mas com o desejo que você saiba, amanhã, onde sempre estive ancorado, registrei!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
OLHAR
Quando me sinto incluído
Te dou tudo, até o que não tenho
Excluído, fico pequeno, não tenho o que dar
Quero que flua, não peço. Espero
Quero assim: como fui, quero que venha
E que tenha a necessária fronteira
Entre o amor e a motivação
Meu amor cuido eu. O seu? é seu
Já sua motivação é minha, não abro mão
Como não abro da minha, ser sua
E assim seguimos andando, pacto fechado:
Perto ou longe. Percebido!
Te dou tudo, até o que não tenho
Excluído, fico pequeno, não tenho o que dar
Quero que flua, não peço. Espero
Quero assim: como fui, quero que venha
E que tenha a necessária fronteira
Entre o amor e a motivação
Meu amor cuido eu. O seu? é seu
Já sua motivação é minha, não abro mão
Como não abro da minha, ser sua
E assim seguimos andando, pacto fechado:
Perto ou longe. Percebido!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
RÓTULOS
As pessoas sentem a necessidade
De caracterizar as suas experiências
Dar nomes para as suas vivências
Atribuindo a elas um estado
De felicidade ou tristeza.
Não percebem que um momento feliz
É semelhante a um momento triste
Ambos fazem parte de um tempo fracionado
Onde de certo só a chegada de um novo tempo.
O mais importante é viver
Compreendendo que o tempo
É maior que todos os valores consumidos
E que viver não é ser feliz ou triste
Viver é viver o próprio tempo em movimento
Uma hora feliz, em outras nem tanto.
De caracterizar as suas experiências
Dar nomes para as suas vivências
Atribuindo a elas um estado
De felicidade ou tristeza.
Não percebem que um momento feliz
É semelhante a um momento triste
Ambos fazem parte de um tempo fracionado
Onde de certo só a chegada de um novo tempo.
O mais importante é viver
Compreendendo que o tempo
É maior que todos os valores consumidos
E que viver não é ser feliz ou triste
Viver é viver o próprio tempo em movimento
Uma hora feliz, em outras nem tanto.
domingo, 30 de janeiro de 2011
SEREI
Poucas vezes compreendo
A verdadeira razão do meu afeto
Percebo que nasci imerso
Na minha própria vontade
Onde caminho na certeza de ser a direção
Que não vejo através do meu coração.
Procuro acreditar naquilo que desconheço.
Tentando encontrar placas que me indiquem
Os caminhos, as vielas e os retornos.
Pistas onde posso encontrar e não temer
O passado que não quero mais,
Me libertando dos danos causados
Para que eu possa me curar.
Sei o que devo fazer, e não sinto medo.
Sinto a necessidade de não me acomodar.
Gosto do que tenho, mas desejo mais
Aquilo que ainda não pude me tornar.
Não sei quando, não sei onde e nem com quem,
Só sei que é uma questão de tempo, e eu serei.
A verdadeira razão do meu afeto
Percebo que nasci imerso
Na minha própria vontade
Onde caminho na certeza de ser a direção
Que não vejo através do meu coração.
Procuro acreditar naquilo que desconheço.
Tentando encontrar placas que me indiquem
Os caminhos, as vielas e os retornos.
Pistas onde posso encontrar e não temer
O passado que não quero mais,
Me libertando dos danos causados
Para que eu possa me curar.
Sei o que devo fazer, e não sinto medo.
Sinto a necessidade de não me acomodar.
Gosto do que tenho, mas desejo mais
Aquilo que ainda não pude me tornar.
Não sei quando, não sei onde e nem com quem,
Só sei que é uma questão de tempo, e eu serei.
domingo, 23 de janeiro de 2011
LADO A, LADO B
Nos últimos tempos
Vi de perto os nossos medos
Compreendi as tuas somas
Percorri as suas lacunas
Anotei os nossos resultados. Me interessei
Encontrei em você, nas suas atitudes
O lado oposto do que tenho de pior
Refletidos em cada sorriso que pude ver
Dos quais alguns, até, provoquei e gostei
Amei como se nunca tivesse amado
Sorri, algumas vezes, como um refém
Te desejei, tantas vezes, como ar
Te quis, te quis, te quis. O que mais?
Vi de perto os nossos medos
Compreendi as tuas somas
Percorri as suas lacunas
Anotei os nossos resultados. Me interessei
Encontrei em você, nas suas atitudes
O lado oposto do que tenho de pior
Refletidos em cada sorriso que pude ver
Dos quais alguns, até, provoquei e gostei
Amei como se nunca tivesse amado
Sorri, algumas vezes, como um refém
Te desejei, tantas vezes, como ar
Te quis, te quis, te quis. O que mais?
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
NÃO HÁ PADRÃO
Amar para alguns é:
Não ter o chão sob os seus pés.
Para mim é pisar forte,
é sentir o mundo sob eles.
Amar para alguns é:
Dois se tornar um.
Para mim é somar,
ser mais dois do que nunca.
Amar para alguns é:
Respeitar, não provocar.
Para mim é o canto da sereia,
perigoso e necessário.
Amar para alguns é:
O que todo mundo faz.
Para mim é o que cada um faz,
do seu jeito.
Não ter o chão sob os seus pés.
Para mim é pisar forte,
é sentir o mundo sob eles.
Amar para alguns é:
Dois se tornar um.
Para mim é somar,
ser mais dois do que nunca.
Amar para alguns é:
Respeitar, não provocar.
Para mim é o canto da sereia,
perigoso e necessário.
Amar para alguns é:
O que todo mundo faz.
Para mim é o que cada um faz,
do seu jeito.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
PARA SEMPRE
Nada é definitivo, tudo é transitório.
Entre a suposta verdade feia
Prefiro acreditar na meia verdade poética
Onde é possível um amor para sempre
Onde a crença entre duas pessoas
Seja maior que qualquer questão
E quando não houver solução imediata
Que seja possível usar o tempo
Sem desperdiçar esse tempo tão caro, tão raro
Prefiro acreditar na mulher que amo
Como acredito em mim, cuidar como cuido de mim
E receber em troca tudo que seja importante
Quero acreditar em um dinamismo
Onde ambos, juntos, cresçam e se tornem melhores
Quero a mentira criada por dois e por amor
Não quero a realidade, quero o sonho
Quero amar e ser amado
Quero todo o tempo e quero para sempre.
Entre a suposta verdade feia
Prefiro acreditar na meia verdade poética
Onde é possível um amor para sempre
Onde a crença entre duas pessoas
Seja maior que qualquer questão
E quando não houver solução imediata
Que seja possível usar o tempo
Sem desperdiçar esse tempo tão caro, tão raro
Prefiro acreditar na mulher que amo
Como acredito em mim, cuidar como cuido de mim
E receber em troca tudo que seja importante
Quero acreditar em um dinamismo
Onde ambos, juntos, cresçam e se tornem melhores
Quero a mentira criada por dois e por amor
Não quero a realidade, quero o sonho
Quero amar e ser amado
Quero todo o tempo e quero para sempre.
domingo, 26 de dezembro de 2010
BIFURCAÇÃO
A ofensa é pessoal
O elogio não, coletivo
Não tenho a ponte
Não tenho o resto
Só tenho a mim
Só tenho sexo
Ficar aqui
Morada das descobertas certas
Continuar ali
Buscando, sendo alvo fácil
Elogios e ofensas
Quando o sujeito nasce assim
Opção não tem. Já amor
O elogio não, coletivo
Não tenho a ponte
Não tenho o resto
Só tenho a mim
Só tenho sexo
Ficar aqui
Morada das descobertas certas
Continuar ali
Buscando, sendo alvo fácil
Elogios e ofensas
Quando o sujeito nasce assim
Opção não tem. Já amor
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
RETORNO
Está estranho o meu olhar
Não sou mais o que fui
E nem tão pouco o que serei
Nessa transição dolorida
Encontro-me inserido
Garimpando dentro de mim
O que ainda me interessa
Incapaz de determinar o que quero
E acima de tudo o que posso
Só encontro pistas , lugares e pessoas
Que ainda me motivam.
Difícil se perder na metade do caminho
Quando não mais reconhecemos
A estrada que escolhemos
Quando não mais desejamos
O destino, anteriormente escolhido
O certo é não poder voltar
O que devo e vou fazer
É buscar atalhos que me levem
Ao ponto em que me perdi
Quando deixei de enxergar o que antes era
Claro, bonito e me instigava a sonhar
Não sou mais o que fui
E nem tão pouco o que serei
Nessa transição dolorida
Encontro-me inserido
Garimpando dentro de mim
O que ainda me interessa
Incapaz de determinar o que quero
E acima de tudo o que posso
Só encontro pistas , lugares e pessoas
Que ainda me motivam.
Difícil se perder na metade do caminho
Quando não mais reconhecemos
A estrada que escolhemos
Quando não mais desejamos
O destino, anteriormente escolhido
O certo é não poder voltar
O que devo e vou fazer
É buscar atalhos que me levem
Ao ponto em que me perdi
Quando deixei de enxergar o que antes era
Claro, bonito e me instigava a sonhar
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
LOUCOS E FIEIS
Tem horas que meu peso
é maior que qualquer possibilidade,
que minha visão, turva, enxerga mal,
e que meu coração, acelerado, me deixa só.
Minha razão, amiga, me abandona,
e o que gosto em mim desaparece.
Se transforma em algo que nem eu aturo.
Decreto minha própria invalidez.
O tempo não tem sido capaz de alterar isso,
é fato, venho apresentando melhoras,
mas nada que mereça uma festa.
É pouco, pequeno pro que sou e quero ser.
Nessas horas não me autorizo a nada,
não exerço nenhuma função positiva,
nada que seja importante, que construa.
Minha forma de elaborar algo melhor
para que no momento seguinte,
volte a ser aquele que gosto,
e que tem gente que gosta.
Muitos. Loucos e fieis.
é maior que qualquer possibilidade,
que minha visão, turva, enxerga mal,
e que meu coração, acelerado, me deixa só.
Minha razão, amiga, me abandona,
e o que gosto em mim desaparece.
Se transforma em algo que nem eu aturo.
Decreto minha própria invalidez.
O tempo não tem sido capaz de alterar isso,
é fato, venho apresentando melhoras,
mas nada que mereça uma festa.
É pouco, pequeno pro que sou e quero ser.
Nessas horas não me autorizo a nada,
não exerço nenhuma função positiva,
nada que seja importante, que construa.
Minha forma de elaborar algo melhor
para que no momento seguinte,
volte a ser aquele que gosto,
e que tem gente que gosta.
Muitos. Loucos e fieis.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
NÃO HÁ CERTEZAS
O que há são desejos, momentos e escolhas.
Encontros e ajustes em um vulcão de emoções.
Um querer maior que qualquer fuga.
Um pé que encontra outro pé.
Uma palavra de carinho, arranhões.
Uma música, um show e muitas mensagens.
Tenho tido tudo, tenho tido medo.
Tenho mergulhado em mim através de você.
Tenho desejado tanto, amado muito.
Menos que minha ansiedade pede.
Mais que um dia pude imaginar.
Na medida que sempre desejei amar.
Um passado que se apresenta como novo.
Uma surpresa que supera minhas mediocridades.
Uma relação que me faz crescer, me faz viver melhor.
Um presente vindo do passado que sugere meu futuro.
Meu melhor que ao não bastar, caminha.
E caminho na certeza que caminhas comigo.
Encontros e ajustes em um vulcão de emoções.
Um querer maior que qualquer fuga.
Um pé que encontra outro pé.
Uma palavra de carinho, arranhões.
Uma música, um show e muitas mensagens.
Tenho tido tudo, tenho tido medo.
Tenho mergulhado em mim através de você.
Tenho desejado tanto, amado muito.
Menos que minha ansiedade pede.
Mais que um dia pude imaginar.
Na medida que sempre desejei amar.
Um passado que se apresenta como novo.
Uma surpresa que supera minhas mediocridades.
Uma relação que me faz crescer, me faz viver melhor.
Um presente vindo do passado que sugere meu futuro.
Meu melhor que ao não bastar, caminha.
E caminho na certeza que caminhas comigo.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
MEUS ALIADOS
Tenho aprendido que envelhecer é maravilhoso,
Já que a alternativa seria a morte.
Tenho compreendido que o tempo
me concede o próprio tempo,
onde, com ele, me torno mais leve
e capaz de esperar um momento melhor.
Tenho encontrado no meu silêncio
mais motivos do que nas falas excessivas,
onde o barulho é tudo que posso doar.
Tenho percebido a fundamental importância
de respirar entre uma reação descabida,
e o encontro do que de fato me faz crescer.
Tenho dinamitado meus medos
cada vez que não autorizo minha fuga,
acreditando que o melhor a se fazer
e manter-me, corajosamente, diante de mim mesmo.
Mais que sonhado ou vivido,
tenho compreendido o tempo e o amor,
vendo neles os meus maiores aliados.
Já que a alternativa seria a morte.
Tenho compreendido que o tempo
me concede o próprio tempo,
onde, com ele, me torno mais leve
e capaz de esperar um momento melhor.
Tenho encontrado no meu silêncio
mais motivos do que nas falas excessivas,
onde o barulho é tudo que posso doar.
Tenho percebido a fundamental importância
de respirar entre uma reação descabida,
e o encontro do que de fato me faz crescer.
Tenho dinamitado meus medos
cada vez que não autorizo minha fuga,
acreditando que o melhor a se fazer
e manter-me, corajosamente, diante de mim mesmo.
Mais que sonhado ou vivido,
tenho compreendido o tempo e o amor,
vendo neles os meus maiores aliados.
sábado, 16 de outubro de 2010
MUTANTE
Eu vou a muitos lugares,
dentro e fora de mim.
Percorro os meus caminhos,
procurando atalhos cedidos.
Desconfio do meu destino,
sem me tornar um homem passivo.
Nunca pude exercer o luxo de parar,
minha alma é mutante.
Meu destino é incerto,
dependo do que sou motivado.
Decido ao acaso,
buscando o que me comove.
Quando minha alma grita, corro e acato.
Sou assim: Meio homem, meio paixão.
dentro e fora de mim.
Percorro os meus caminhos,
procurando atalhos cedidos.
Desconfio do meu destino,
sem me tornar um homem passivo.
Nunca pude exercer o luxo de parar,
minha alma é mutante.
Meu destino é incerto,
dependo do que sou motivado.
Decido ao acaso,
buscando o que me comove.
Quando minha alma grita, corro e acato.
Sou assim: Meio homem, meio paixão.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
PERGUNTAS SEM RESPOSTAS
Escalar e alcançar o cume de uma montanha.
Voar no tempo de Santos Dumont.
Não sofrer e mesmo assim se tornar poeta.
Tocar um instrumento utilizando ouvidos.
Sonhar sem permitir delírios.
Entender essa multidão. Para onde estão indo?
Compreender o pai antes de ser tornar um.
Cozinhar bem sem valorizar os detalhes.
Exorcizar medos sem possuir espelhos.
Morder tendo sido sempre beijado.
Ter que ter. Comprar tudo para que?
Não amar uma mãe. Origem.
Não repetir um pai. Referência.
Não se confundir com um filho. Evolução.
Sem família se tornar alguém.
Respeitar os guetos. Separar para que?
Penetrar em uma floresta.
Mergulhar, fundo, no oceano.
Respeitar o desconhecido .
Imaginar minha vida sem você.
Compreender suas atitudes. Tanta soberba para que?
Voar no tempo de Santos Dumont.
Não sofrer e mesmo assim se tornar poeta.
Tocar um instrumento utilizando ouvidos.
Sonhar sem permitir delírios.
Entender essa multidão. Para onde estão indo?
Compreender o pai antes de ser tornar um.
Cozinhar bem sem valorizar os detalhes.
Exorcizar medos sem possuir espelhos.
Morder tendo sido sempre beijado.
Ter que ter. Comprar tudo para que?
Não amar uma mãe. Origem.
Não repetir um pai. Referência.
Não se confundir com um filho. Evolução.
Sem família se tornar alguém.
Respeitar os guetos. Separar para que?
Penetrar em uma floresta.
Mergulhar, fundo, no oceano.
Respeitar o desconhecido .
Imaginar minha vida sem você.
Compreender suas atitudes. Tanta soberba para que?
EU SIGO COM ELA
Mais uma vez me vejo diante
da minha própria imagem.
Distante do que quero,
tendo menos do que desejo.
Consigo ver minhas opções:
O conforto do menos, das concessões
ou a inquietude do incerto, da busca.
Não quero menos, estou inteiro.
Sua metade não me emociona mais.
Se estou entregue, queria você inteira.
Algo maior que a minha própria razão.
Sem tempo, mais, para ajustes e medos.
Sua soberba diante do que te dou, me fere.
Se não quer, se não sabe, se não pode.
Nada disso importa mais.
Iluminei você em cada olhar que te direcionei.
Já no fim do que me foi possível,
sigo deixando para traz
algo que poderia ter sido maior.
Mas a vida segue, e eu sigo com ela.
da minha própria imagem.
Distante do que quero,
tendo menos do que desejo.
Consigo ver minhas opções:
O conforto do menos, das concessões
ou a inquietude do incerto, da busca.
Não quero menos, estou inteiro.
Sua metade não me emociona mais.
Se estou entregue, queria você inteira.
Algo maior que a minha própria razão.
Sem tempo, mais, para ajustes e medos.
Sua soberba diante do que te dou, me fere.
Se não quer, se não sabe, se não pode.
Nada disso importa mais.
Iluminei você em cada olhar que te direcionei.
Já no fim do que me foi possível,
sigo deixando para traz
algo que poderia ter sido maior.
Mas a vida segue, e eu sigo com ela.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
VICE E VERSA
Gosto.
Flerto constantemente com a minha razão.
Entendo.
Dimensiono, equilibrando a minha emoção.
Sou lúcido.
Resido quase sempre por ai.
Mas só atravesso minhas pontes,
buscando lugares escondidos,
quando autorizo a ausência da minha razão.
Feito isso, me permito.
Posso examinar meus centímetros,
cada detalhe despercebido,
cada emoção, previamente, detida.
Liberto, sigo buscando momentos
onde minha razão estará, sempre,
vigiada pela minha emoção.
Ou vice e versa.
Flerto constantemente com a minha razão.
Entendo.
Dimensiono, equilibrando a minha emoção.
Sou lúcido.
Resido quase sempre por ai.
Mas só atravesso minhas pontes,
buscando lugares escondidos,
quando autorizo a ausência da minha razão.
Feito isso, me permito.
Posso examinar meus centímetros,
cada detalhe despercebido,
cada emoção, previamente, detida.
Liberto, sigo buscando momentos
onde minha razão estará, sempre,
vigiada pela minha emoção.
Ou vice e versa.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
ALFÂNDEGA
Olhando de fora pra dentro,
encontro muitos fatos
que me deixam desconfortáveis.
Características que adquiri ou genéticos.
Fatores internos e externos a minha vontade.
Percorrendo, ainda, um longo caminho,
descubro, a tempo, que sou o que posso.
Que posso mais se necessário.
E que não devo desejar além,
já que mesmo eu querendo, não cabe.
Meus limites e minhas fronteiras,
existem e devem ser respeitadas.
Mesmo que isso possa mudar.
encontro muitos fatos
que me deixam desconfortáveis.
Características que adquiri ou genéticos.
Fatores internos e externos a minha vontade.
Percorrendo, ainda, um longo caminho,
descubro, a tempo, que sou o que posso.
Que posso mais se necessário.
E que não devo desejar além,
já que mesmo eu querendo, não cabe.
Meus limites e minhas fronteiras,
existem e devem ser respeitadas.
Mesmo que isso possa mudar.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
MEDIDAS
Cada um tem seu tamanho, seu lugar,
Onde cabe na medida certa,
Na função, previamente, determinada por mim.
Sua proporção, ao meu discreto olhar,
Sempre me pareceu maior.
Algo além do meu tamanho.
Algo depois da minha enseada,
Do meu mar calmo, do meu lar. Escondido lar.
Mas algo muda. Seu tamanho se reduz,
Seu olhar vem me seduzindo
E sua boca me cegando.
Deve ser isso, não enxergo igual, não mais.
Meu futuro foi alterado,
Os meus riscos aumentados.
Continuo com meu olhar discreto.
Que vê, agora, algo menor,
Com mais proporção, possibilidades.
Continuo com medo das medidas,
Mas não posso mais negar o vento.
Devo e vou, com medo,
Sair da minha enseada,
Do meu mar calmo, do meu lar
E do meu, não mais, escondido lar.
Onde cabe na medida certa,
Na função, previamente, determinada por mim.
Sua proporção, ao meu discreto olhar,
Sempre me pareceu maior.
Algo além do meu tamanho.
Algo depois da minha enseada,
Do meu mar calmo, do meu lar. Escondido lar.
Mas algo muda. Seu tamanho se reduz,
Seu olhar vem me seduzindo
E sua boca me cegando.
Deve ser isso, não enxergo igual, não mais.
Meu futuro foi alterado,
Os meus riscos aumentados.
Continuo com meu olhar discreto.
Que vê, agora, algo menor,
Com mais proporção, possibilidades.
Continuo com medo das medidas,
Mas não posso mais negar o vento.
Devo e vou, com medo,
Sair da minha enseada,
Do meu mar calmo, do meu lar
E do meu, não mais, escondido lar.
sábado, 23 de janeiro de 2010
CICLO INVADIDO
As idéias estão chegando por todos os lados.
Uma diarréia, onde não consigo parar.
Parar de verbalizar o que não vejo,
mas claramente sinto.
Sinto a energia das palavras riscadas.
Que derivam das minhas raízes,
por cada centímetro de tecido vivo.
E vivo. Sigo na direção da morte, lentamente.
Não tenho pressa.
E finalmente morro, pra poder nascer.
Como o dia.
Uma diarréia, onde não consigo parar.
Parar de verbalizar o que não vejo,
mas claramente sinto.
Sinto a energia das palavras riscadas.
Que derivam das minhas raízes,
por cada centímetro de tecido vivo.
E vivo. Sigo na direção da morte, lentamente.
Não tenho pressa.
E finalmente morro, pra poder nascer.
Como o dia.
DOIS. DORES E SORRISOS
Estar apaixonado para mim
É poder me expressar, escrever
Dores e sorrisos. Sem prediletos.
É não ter medo, céu ou poça
Não importa. Venha e torne minha voz rouca
Traga-me motivos para escrever.
Desarrume meus armários
Modifique-me através de comentários noturnos
De lençóis imundos e gatos, muitos.
No silêncio das madrugadas
Invada, tome. Torne-me seu
Traga-me a minha própria vida
Deixe-me, delicadamente, ofegante.
Não, não me respeite
Seja tudo aquilo que não posso ser
Vamos somar, plural de um.
Dois. Dores e sorrisos
É poder me expressar, escrever
Dores e sorrisos. Sem prediletos.
É não ter medo, céu ou poça
Não importa. Venha e torne minha voz rouca
Traga-me motivos para escrever.
Desarrume meus armários
Modifique-me através de comentários noturnos
De lençóis imundos e gatos, muitos.
No silêncio das madrugadas
Invada, tome. Torne-me seu
Traga-me a minha própria vida
Deixe-me, delicadamente, ofegante.
Não, não me respeite
Seja tudo aquilo que não posso ser
Vamos somar, plural de um.
Dois. Dores e sorrisos
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