Vivendo as nossas vidas acumulamos marcas,
acrescentamos pesos. Dilatamos.
Um momento vivido, resiste.
Um tempo atrás é um momento,
que não podemos medir pelo tempo.
Um momento só se mede pelo que se sente.
Faz muito tempo ou só foi há um momento.
Não existe peso nas costas que se tenha que explicar.
Não há uma pessoa no mundo que não tenha um passado.
A vida é como um jogo que não se pode ganhar.
Na vida só podemos jogar.
Jogando e vivendo quem pode jogar.
Vivendo e jogando quem pode viver.
Arthur.. Sabedor da sua impossibilidade, hoje, de entender em que mares andei navegando, mas com o desejo que você saiba, amanhã, onde sempre estive ancorado, registrei!
sábado, 27 de dezembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
DICA
Existe uma ferramenta capaz de tornar você
mais novo, mais eterno, mais leve.
Capaz de transformar cada centímetro de tecido, dar-lhes vida.
Atribuir leveza aos seus pensamentos, gentileza aos seus gestos.
Transformando você, em alguém capaz de amar.
Transformando você, instrumento desse ato de amor,
de solidariedade, de compaixão e de saber viver.
A música, ela pode te dar tudo isso.
E mais tudo que você desejar e quiser. Bastando para isso, ouvir.
Mas vai uma dica: Não utilize seus ouvidos para isso!!!
mais novo, mais eterno, mais leve.
Capaz de transformar cada centímetro de tecido, dar-lhes vida.
Atribuir leveza aos seus pensamentos, gentileza aos seus gestos.
Transformando você, em alguém capaz de amar.
Transformando você, instrumento desse ato de amor,
de solidariedade, de compaixão e de saber viver.
A música, ela pode te dar tudo isso.
E mais tudo que você desejar e quiser. Bastando para isso, ouvir.
Mas vai uma dica: Não utilize seus ouvidos para isso!!!
domingo, 19 de outubro de 2008
ASSINATURA
Se eu não tivesse corrido riscos,
se tivesse me protegido,
eu não teria sofrido, eu não teria rido,
eu não teria vivido.
Estaria, agora, sem referências,
sem perdas e sem o que pude construir.
Estaria privado dos momentos em que fui alvo,
e dos momentos em que atingi.
Dos momentos em que feri e dos que fui ferido.
Do sangue que dei e do que me tomaram.
Dos sorrisos, dos choros e dos momentos que nem pude olhar.
O que teria sido dos encontros que não teria sofrido.
Dos copos vazios na minha ausência.
Das fumaças que com meu pulmão libertei.
O que teria sido das noites que viraram dia,
dos dias que se transformaram em madrugadas,
e de todas as vezes que escolhi voltar.
O que teria acontecido com as bifurcações,
as diferenças, as cores e os odores,
que pude perceber nas esquinas por onde andei.
O que teria acontecido se tivesse
escolhido não viver a minha própria vida.
Toda vez que vierem me pedir para ser diferente,
tentarei explicar que não posso,
que sempre fui assim e sempre serei.
E que, se um dia eu morrer,
certamente, morrerei assim.
se tivesse me protegido,
eu não teria sofrido, eu não teria rido,
eu não teria vivido.
Estaria, agora, sem referências,
sem perdas e sem o que pude construir.
Estaria privado dos momentos em que fui alvo,
e dos momentos em que atingi.
Dos momentos em que feri e dos que fui ferido.
Do sangue que dei e do que me tomaram.
Dos sorrisos, dos choros e dos momentos que nem pude olhar.
O que teria sido dos encontros que não teria sofrido.
Dos copos vazios na minha ausência.
Das fumaças que com meu pulmão libertei.
O que teria sido das noites que viraram dia,
dos dias que se transformaram em madrugadas,
e de todas as vezes que escolhi voltar.
O que teria acontecido com as bifurcações,
as diferenças, as cores e os odores,
que pude perceber nas esquinas por onde andei.
O que teria acontecido se tivesse
escolhido não viver a minha própria vida.
Toda vez que vierem me pedir para ser diferente,
tentarei explicar que não posso,
que sempre fui assim e sempre serei.
E que, se um dia eu morrer,
certamente, morrerei assim.
sábado, 11 de outubro de 2008
Tudo Misturado
Algo me chega, um sentimento
dominador, imponente e forte.
Sinto-me bem, é como se ao acordar
me deparasse com o mundo aos meus pés.
Já havia me sentido assim,
na adolescência isso é uma totalidade,
mas agora algo mudou,
não é mais um mundo brigado,
diferente, sinto que ele é meu
algo conquistado e legítimo.
Sou o rei da minha própria vida.
Mando e desmando, determinando
o ritmo, as cores e os atalhos.
Lugares e pessoas, destinos e partidas.
Tudo ali, aguardando a minha sentença.
Decidi, vou determinar que eu,
diante disso, parta, e como antes,
vou soltar meus soldados,
minha artilharia, os meus navios.
Irei tomar o mundo, só o que me interessa.
Proliferar o bem estar,
o orgulho e o amor.
Farei todos à minha volta,
dançar, sorrir e delirar.
Farei das suas vidas o que a minha é,
um presente e um achado.
Tudo misturado!!
dominador, imponente e forte.
Sinto-me bem, é como se ao acordar
me deparasse com o mundo aos meus pés.
Já havia me sentido assim,
na adolescência isso é uma totalidade,
mas agora algo mudou,
não é mais um mundo brigado,
diferente, sinto que ele é meu
algo conquistado e legítimo.
Sou o rei da minha própria vida.
Mando e desmando, determinando
o ritmo, as cores e os atalhos.
Lugares e pessoas, destinos e partidas.
Tudo ali, aguardando a minha sentença.
Decidi, vou determinar que eu,
diante disso, parta, e como antes,
vou soltar meus soldados,
minha artilharia, os meus navios.
Irei tomar o mundo, só o que me interessa.
Proliferar o bem estar,
o orgulho e o amor.
Farei todos à minha volta,
dançar, sorrir e delirar.
Farei das suas vidas o que a minha é,
um presente e um achado.
Tudo misturado!!
terça-feira, 30 de setembro de 2008
INIMIGO OU ALIADO
A mortalidade nos concede
a beleza de cada momento.
Transforma as possibilidades eternas,
em momentos únicos e solitários.
Tornando tudo que vivemos, em fatos raros.
Posso perceber que você,
a sua beleza, vista por mim, agora,
nunca mais será igual.
Ao contrário da eternidade,
que não nos oferece nada além do tempo,
a morte nos dá a noção exata da vida,
a opção em viver ou morrer,
a raridade de cada momento,
de cada detalhe, de cada amor.
Comparo este, o amor à própria morte,
pois como tal, ele nos é momentâneo,
provisório, mesmo que eterno.
Cada dia vivido no amor,
é um dia a menos a se amar.
O tempo consome tudo,
cabendo a nós, aproveitá-lo.
E tornando, sempre que possível,
esse mesmo tempo, em aliado.
"Carpe Diem"!!! (gozar o dia, viver o presente)
a beleza de cada momento.
Transforma as possibilidades eternas,
em momentos únicos e solitários.
Tornando tudo que vivemos, em fatos raros.
Posso perceber que você,
a sua beleza, vista por mim, agora,
nunca mais será igual.
Ao contrário da eternidade,
que não nos oferece nada além do tempo,
a morte nos dá a noção exata da vida,
a opção em viver ou morrer,
a raridade de cada momento,
de cada detalhe, de cada amor.
Comparo este, o amor à própria morte,
pois como tal, ele nos é momentâneo,
provisório, mesmo que eterno.
Cada dia vivido no amor,
é um dia a menos a se amar.
O tempo consome tudo,
cabendo a nós, aproveitá-lo.
E tornando, sempre que possível,
esse mesmo tempo, em aliado.
"Carpe Diem"!!! (gozar o dia, viver o presente)
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
CAPTURADO
A mulher é a síntese mais
aguda dos meus pensamentos.
A retórica inversa de uma dor
que me apaixona.
A verdade incorreta
na expressão do meu sorriso.
A beleza da lágrima
escorrida no meu rosto.
A sutileza brutal
da ausência da minha razão.
E, por fim, a possibilidade única
representada nas tentativas das minhas fugas,
onde o que mais desejo, sempre,
é ser descoberto.
aguda dos meus pensamentos.
A retórica inversa de uma dor
que me apaixona.
A verdade incorreta
na expressão do meu sorriso.
A beleza da lágrima
escorrida no meu rosto.
A sutileza brutal
da ausência da minha razão.
E, por fim, a possibilidade única
representada nas tentativas das minhas fugas,
onde o que mais desejo, sempre,
é ser descoberto.
O TEU SORRISO
O teu sorriso que transpõe
os limites do teu corpo.
A árvore da minha casa
que me remete à essência da minha paz.
O meu futuro que me causa,
me movimenta e me seduz.
Luz que me conduz nas manhãs
através de um ponto,
onde minha alma, o meu desejo,
não te encontram.
Beco da lapa,
banco que saco um beijo, um abraço,
que projeto num tempo igual,
num momento exato.
Sigo revelando o teu nome,
invisto minhas horas, os meu pensamentos
que de tão translúcidos, me levam
ao mar, ao rio, à vida
e à sina de querer você.
Na incerteza do nosso encontro
em tempos distantes, me revelo
na tangente certeira deste confronto passivo,
que me projeto.
Não querendo causar nenhum constrangimento,
mas diante de um incontrolável impulso,
te revelo o que a mim é mais caro:
A minha vida, o meu desejo.
os limites do teu corpo.
A árvore da minha casa
que me remete à essência da minha paz.
O meu futuro que me causa,
me movimenta e me seduz.
Luz que me conduz nas manhãs
através de um ponto,
onde minha alma, o meu desejo,
não te encontram.
Beco da lapa,
banco que saco um beijo, um abraço,
que projeto num tempo igual,
num momento exato.
Sigo revelando o teu nome,
invisto minhas horas, os meu pensamentos
que de tão translúcidos, me levam
ao mar, ao rio, à vida
e à sina de querer você.
Na incerteza do nosso encontro
em tempos distantes, me revelo
na tangente certeira deste confronto passivo,
que me projeto.
Não querendo causar nenhum constrangimento,
mas diante de um incontrolável impulso,
te revelo o que a mim é mais caro:
A minha vida, o meu desejo.
DESEJO
Quando algo é dito, e o que é dito,
podemos atribuir ao que nos é mais caro,
estamos agindo da forma mais clara
e honesta que podemos almejar.
E ao almejarmos de forma verbal,
agregamos a este desejo, movimento,
que é necessário para caminharmos,
atravessando o tempo,
construindo as nossas vidas.
Não importa se com acertos ou equívocos,
o que importa é vivermos conquistando
e sendo conquistados.
Fazendo assim, jus as nossas existências,
valorizando o que fomos, o que somos
e principalmente o que seremos.
Neste momento te desejo,
se vou continuar te desejando,
isso a nós pertence,
é o que temos,
é o que me basta.
podemos atribuir ao que nos é mais caro,
estamos agindo da forma mais clara
e honesta que podemos almejar.
E ao almejarmos de forma verbal,
agregamos a este desejo, movimento,
que é necessário para caminharmos,
atravessando o tempo,
construindo as nossas vidas.
Não importa se com acertos ou equívocos,
o que importa é vivermos conquistando
e sendo conquistados.
Fazendo assim, jus as nossas existências,
valorizando o que fomos, o que somos
e principalmente o que seremos.
Neste momento te desejo,
se vou continuar te desejando,
isso a nós pertence,
é o que temos,
é o que me basta.
DOIS ANOS
A Santa, de portas, Teresa, abertas.
Um, dez ou vinte, não importa quantos anos.
Não importa quanto te vejo, se vejo.
Só importa que te amo.
Se sei que sou amado, sei.
Se sei se sou chamado, sou.
Te chamo através do meu amor,
te amo através do teu chamado.
E te chamo, chamaria mais,
se assim fosse.
E deito, deitaria mais,
se mais perto você estivesse.
Mais é de longe que te vejo,
cresço e te imagino,
refletindo nas palavras escritas,
o que de verdade te desejo.
Se você sabe que é amada, sabe.
E que as portas, como no início,
continuem sempre abertas.
E que a Santa, não importa se Teresa,
continue nos guiando...
Fica com deus. pArAbÉnS!
Um, dez ou vinte, não importa quantos anos.
Não importa quanto te vejo, se vejo.
Só importa que te amo.
Se sei que sou amado, sei.
Se sei se sou chamado, sou.
Te chamo através do meu amor,
te amo através do teu chamado.
E te chamo, chamaria mais,
se assim fosse.
E deito, deitaria mais,
se mais perto você estivesse.
Mais é de longe que te vejo,
cresço e te imagino,
refletindo nas palavras escritas,
o que de verdade te desejo.
Se você sabe que é amada, sabe.
E que as portas, como no início,
continuem sempre abertas.
E que a Santa, não importa se Teresa,
continue nos guiando...
Fica com deus. pArAbÉnS!
MADRUGADA AMIGA
21/07/2003
Algo me chega, me toca
atravessa o meu silêncio,
vem me dizer algo que sei,
percebo uma doce sensação,
me vejo em você,
me pego pensando em você.
Realizo um tempo novo que chega,
trazido por um novo espaço,
a minha casa, a sua, a casa do meu filho.
Me flagro absolutamente otimista,
canto no chuveiro, acho que me falta pouco.
Tenho facilidade de navegar entre
todos os materiais e cômodos, sou arquiteto,
mais agarro-me, como homem, no teu sorriso
que me abraça, entre uma tragada e outra,
apontando para o futuro,
que daqui me parece calmo.
Flutuo e agradeço aos meus olhos
que te reconheceram,
depois a minha alma generosa,
que me deu você de presente,
e por último a vida,
que com você quero brindar.
Te amo e estarei sempre
brindando por você.
Algo me chega, me toca
atravessa o meu silêncio,
vem me dizer algo que sei,
percebo uma doce sensação,
me vejo em você,
me pego pensando em você.
Realizo um tempo novo que chega,
trazido por um novo espaço,
a minha casa, a sua, a casa do meu filho.
Me flagro absolutamente otimista,
canto no chuveiro, acho que me falta pouco.
Tenho facilidade de navegar entre
todos os materiais e cômodos, sou arquiteto,
mais agarro-me, como homem, no teu sorriso
que me abraça, entre uma tragada e outra,
apontando para o futuro,
que daqui me parece calmo.
Flutuo e agradeço aos meus olhos
que te reconheceram,
depois a minha alma generosa,
que me deu você de presente,
e por último a vida,
que com você quero brindar.
Te amo e estarei sempre
brindando por você.
LUZ DE UM TEMPO
Esse som foi feito por uma alma,
alma esta que eu não conheço,
mas reconheço e valorizo
todas as almas operárias
que iluminam nossas vidas,
que nos fazem sonhar.
Vejo uma luz através da sombra,
penso no meu compromisso,
na minha escolha,
vejo você.
Penso e acredito na possibilidade turbulenta de tocá-la
através de um tempo,
cheio de possibilidades,
onde poderemos voar.
Talvez este tempo
curiosamente não conspire
para que este encontro possa se concretizar,
porém, quem seria capaz de determinar
o que eu posso ou não desejar.
Sei que sobreviver não é o mesmo que saber viver,
que sobreviver é não respeitar uma escolha,
é temer antes de viver, a minha própria vida.
E os encontros, esses não existiriam
sem que houvessem possibilidades entre duas pessoas,
pois desta forma, simplesmente não existiriam.
Mas terás o que de mim é mais caro,
num tempo em que possas perceber
a igualdade singela entre uma vida inteira
e somente onze minutos,
entre o ter que olhar para ver e o sentir.
Brindemos a vida!
alma esta que eu não conheço,
mas reconheço e valorizo
todas as almas operárias
que iluminam nossas vidas,
que nos fazem sonhar.
Vejo uma luz através da sombra,
penso no meu compromisso,
na minha escolha,
vejo você.
Penso e acredito na possibilidade turbulenta de tocá-la
através de um tempo,
cheio de possibilidades,
onde poderemos voar.
Talvez este tempo
curiosamente não conspire
para que este encontro possa se concretizar,
porém, quem seria capaz de determinar
o que eu posso ou não desejar.
Sei que sobreviver não é o mesmo que saber viver,
que sobreviver é não respeitar uma escolha,
é temer antes de viver, a minha própria vida.
E os encontros, esses não existiriam
sem que houvessem possibilidades entre duas pessoas,
pois desta forma, simplesmente não existiriam.
Mas terás o que de mim é mais caro,
num tempo em que possas perceber
a igualdade singela entre uma vida inteira
e somente onze minutos,
entre o ter que olhar para ver e o sentir.
Brindemos a vida!
MUDANÇA DE CURSO
Falo, penso, recrio algo que me toma,
que persiste, que insiste em retornar.
Com os meus dias cheios de vazios,
sobrevivo a um momento brusco,
que muda a minha rota,
que torna as minhas horas tortas.
Levou os meus sonhos,
me privou do meu norte.
Não tive tanta sorte.
Como um suicida, não percebi,
cansado, simplesmente desisti.
Vácuo interminável em noites mal dormidas,
peso insustentável em dias cansativos,
lágrimas que pulam em busca de um chão.
Acredito em novos sonhos,
procuro o meu norte, mas hoje,
aceito até se for o sul.
Mas que venha, que transborde,
que passe por todas as minhas fronteiras,
que alinhe o que desalinhou,
tornando leve o que tenho de pesado,
atribuindo peso ao que tenho de fútil.
que persiste, que insiste em retornar.
Com os meus dias cheios de vazios,
sobrevivo a um momento brusco,
que muda a minha rota,
que torna as minhas horas tortas.
Levou os meus sonhos,
me privou do meu norte.
Não tive tanta sorte.
Como um suicida, não percebi,
cansado, simplesmente desisti.
Vácuo interminável em noites mal dormidas,
peso insustentável em dias cansativos,
lágrimas que pulam em busca de um chão.
Acredito em novos sonhos,
procuro o meu norte, mas hoje,
aceito até se for o sul.
Mas que venha, que transborde,
que passe por todas as minhas fronteiras,
que alinhe o que desalinhou,
tornando leve o que tenho de pesado,
atribuindo peso ao que tenho de fútil.
RESGATE DE MIM
Agradeço cada gota de tempo,
reverencio cada movimento.
Eu subi no muro, desequilibrei.
Eu conheço o outro lado.
Tive que encarar, olhar de perto,
caminhar sobre os destroços,
resgatar o que era possível,
salvar o que era imprescindível.
Renasci do que morreu,
reeditei minhas dores,
procurei o que havia perdido,
acenei para quem já tinha partido.
Quase congelando, voltei a sorrir.
Comecei acreditar que era possível,
comecei a contabilizar,
o que antes me parecia impossível.
Hoje, acredito na sinceridade
do meu silêncio,
na vocação paterna da minha alma,
na generosidade do meu olhar.
Acho que já é hora de voltar.
reverencio cada movimento.
Eu subi no muro, desequilibrei.
Eu conheço o outro lado.
Tive que encarar, olhar de perto,
caminhar sobre os destroços,
resgatar o que era possível,
salvar o que era imprescindível.
Renasci do que morreu,
reeditei minhas dores,
procurei o que havia perdido,
acenei para quem já tinha partido.
Quase congelando, voltei a sorrir.
Comecei acreditar que era possível,
comecei a contabilizar,
o que antes me parecia impossível.
Hoje, acredito na sinceridade
do meu silêncio,
na vocação paterna da minha alma,
na generosidade do meu olhar.
Acho que já é hora de voltar.
ENTENDIMENTO
Inquestionável fato,
algo único, mais que visceral,
que nos é realmente natural.
Sublime desejo, lampejo de vida,
como o ar, o sal ou uma lambida.
Sinto que algo se parte, que já se foi.
Busco, tardiamente, algo que ainda não banco,
lembro do poeta, me apego ao santo.
Procuro destemperadamente por um banco,
me falta pernas, me falta ar,
que falta faz o meu lar.
Escrevo para mim, só para mim,
até porque, não entendo o que escrevo,
quem iria entender?
Todo entendimento passa pelo desejo,
ou será que é o desejo que passa pelo entendimento?
Não sei!!
Sei que desejo entender a minha vida,
entendo isso como algo único,
primeiro, mais que necessário,
como a maternidade, que sem limites,
naturalmente ama,
infinito amor, que como uma flor,
delicadamente vive.
algo único, mais que visceral,
que nos é realmente natural.
Sublime desejo, lampejo de vida,
como o ar, o sal ou uma lambida.
Sinto que algo se parte, que já se foi.
Busco, tardiamente, algo que ainda não banco,
lembro do poeta, me apego ao santo.
Procuro destemperadamente por um banco,
me falta pernas, me falta ar,
que falta faz o meu lar.
Escrevo para mim, só para mim,
até porque, não entendo o que escrevo,
quem iria entender?
Todo entendimento passa pelo desejo,
ou será que é o desejo que passa pelo entendimento?
Não sei!!
Sei que desejo entender a minha vida,
entendo isso como algo único,
primeiro, mais que necessário,
como a maternidade, que sem limites,
naturalmente ama,
infinito amor, que como uma flor,
delicadamente vive.
PRINCÍPIO, MEIO E FIM.
Olho tua foto,
pego no controle remoto,
será que tu vais me questionar?
Mudo o canal uma centena de vezes,
cotidiano atravessando meses,
não consigo sintonizar....
Não terei respostas,
no tocante ao que se aposta,
falarei a verdade,
errei, ela que é tua mãe também,
tudo bem, não quero culpados,
ao menos para você,
que é o que restou de prazer.
Mas quero que saibas,
que sempre e para sempre,
será o melhor que fiz.
Talvez não tenha sido perfeito,
nem serás aceito,
e rezo para que não sejas,
de fato feito.
Me calei, me afastei,
nem tanto, porque meu amor
em prantos, não deixou.
Razão de um viver,
busca incessante de lhe dizer,
o quanto, agora sem prantos,
o que eis para mim,
e sempre serás:
Principio, meio e fim.
pego no controle remoto,
será que tu vais me questionar?
Mudo o canal uma centena de vezes,
cotidiano atravessando meses,
não consigo sintonizar....
Não terei respostas,
no tocante ao que se aposta,
falarei a verdade,
errei, ela que é tua mãe também,
tudo bem, não quero culpados,
ao menos para você,
que é o que restou de prazer.
Mas quero que saibas,
que sempre e para sempre,
será o melhor que fiz.
Talvez não tenha sido perfeito,
nem serás aceito,
e rezo para que não sejas,
de fato feito.
Me calei, me afastei,
nem tanto, porque meu amor
em prantos, não deixou.
Razão de um viver,
busca incessante de lhe dizer,
o quanto, agora sem prantos,
o que eis para mim,
e sempre serás:
Principio, meio e fim.
HAVIA UM TEMPO
Abri a gaveta e surpreso,
encontrei um tempo,
onde havia uma música,
havia um zuzuê, havia você.
Tempo onde sentíamos
através dos olhos,
tempo onde ouvíamos
através do coração,
tempo onde sorríamos
através da nossa união.
Amizade que ficou no tempo,
que ruiu com o vento,
mais quem sabe
este mesmo tempo,
não conspire a favor de um vento
mais suave, mais terno,
mais eterno.
Sei que você encontra nas esquinas
motivos para acreditar
que continua havendo um zuzuê,
um som que nos traduz....
encontrei um tempo,
onde havia uma música,
havia um zuzuê, havia você.
Tempo onde sentíamos
através dos olhos,
tempo onde ouvíamos
através do coração,
tempo onde sorríamos
através da nossa união.
Amizade que ficou no tempo,
que ruiu com o vento,
mais quem sabe
este mesmo tempo,
não conspire a favor de um vento
mais suave, mais terno,
mais eterno.
Sei que você encontra nas esquinas
motivos para acreditar
que continua havendo um zuzuê,
um som que nos traduz....
AMAR E NÃO EXISTIR
É possível que eu reflita,
enquanto me encontro diante da vida.
É possível que você se sinta,
desamparada e aflita,
enquanto a vida estiver distante do amor.
Buscamos e é legítimo buscar,
pagando o que custar,
a nossa felicidade.
Estado de espírito que se apresenta
refletida através de um momento,
às vezes turvo, às vezes não,
mas que vale o delírio da ação,
do grito, do espanto que causa,
que toma, que justifica a existência,
a tolerância e a até a intolerância.
Ações limítrofes entre
o ser e não ser,
o sentir e o não sentir,
o viver e o não viver.
Entre o amar e o não existir.
enquanto me encontro diante da vida.
É possível que você se sinta,
desamparada e aflita,
enquanto a vida estiver distante do amor.
Buscamos e é legítimo buscar,
pagando o que custar,
a nossa felicidade.
Estado de espírito que se apresenta
refletida através de um momento,
às vezes turvo, às vezes não,
mas que vale o delírio da ação,
do grito, do espanto que causa,
que toma, que justifica a existência,
a tolerância e a até a intolerância.
Ações limítrofes entre
o ser e não ser,
o sentir e o não sentir,
o viver e o não viver.
Entre o amar e o não existir.
MEDO DO ESCURO
24 horas, este é o tempo
onde atravesso algumas portas.
Mas é das manhãs que tenho medo.
Ao contrário do escuro,
é o claro que me faz enxergar.
Ao contrário do escuro,
é o claro que me obriga a caminhar.
Caminhar sob o que perdi,
desejar o que ainda não consegui.
Dores trazidas por um passado
que ainda não se foi.
Inseguranças trazidas por um tempo
que ainda não veio.
Vou seguindo mais lento que este próprio tempo.
Me tornando mais visível,
capaz de ousar no claro e no escuro,
sentado ou em pé, em busca de manhãs
repletas de muita fé.
Aqui na terra da garoa,
ao contrário do que tudo indica,
vai amanhecer um lindo e novo dia.
onde atravesso algumas portas.
Mas é das manhãs que tenho medo.
Ao contrário do escuro,
é o claro que me faz enxergar.
Ao contrário do escuro,
é o claro que me obriga a caminhar.
Caminhar sob o que perdi,
desejar o que ainda não consegui.
Dores trazidas por um passado
que ainda não se foi.
Inseguranças trazidas por um tempo
que ainda não veio.
Vou seguindo mais lento que este próprio tempo.
Me tornando mais visível,
capaz de ousar no claro e no escuro,
sentado ou em pé, em busca de manhãs
repletas de muita fé.
Aqui na terra da garoa,
ao contrário do que tudo indica,
vai amanhecer um lindo e novo dia.
PAREDE ILUMINADA
Luzes existem várias,
de todas as cores, formas e tamanhos.
Existe até a possibilidade de juntarmos todas,
mas sempre haverá uma que brilha mais,
que reluz e traduz a essência do que é belo,
do que vale, daquilo que reconhecemos
Como bom, saudável e insubstituível.
Uma parede cheia delas é o que vi,
menos de um segundo depois, reconheci.
Pude fixar meu olhar na mais bela,
a que brilha mais, a que tem forma mais bonita.
Alguns chamam essa luz de bonita.
Alguns dão o nome de bonita a essa luz.
Na minha mais profunda devoção,
Credito a ela, os dois.
No detalhe rubro negro
uma unha, um tecido preto.
Todos os meus sonhos,
no detalhe de uma parede iluminada.
de todas as cores, formas e tamanhos.
Existe até a possibilidade de juntarmos todas,
mas sempre haverá uma que brilha mais,
que reluz e traduz a essência do que é belo,
do que vale, daquilo que reconhecemos
Como bom, saudável e insubstituível.
Uma parede cheia delas é o que vi,
menos de um segundo depois, reconheci.
Pude fixar meu olhar na mais bela,
a que brilha mais, a que tem forma mais bonita.
Alguns chamam essa luz de bonita.
Alguns dão o nome de bonita a essa luz.
Na minha mais profunda devoção,
Credito a ela, os dois.
No detalhe rubro negro
uma unha, um tecido preto.
Todos os meus sonhos,
no detalhe de uma parede iluminada.
PERCEPÇÃO
Imagine uma foto em preto e branco,
de uma imagem linda porém sem cor.
Imagine cada pedaço de cor iniciando o dia,
completando essa imagem, colorindo nosso mundo.
Imagine meu coração batendo sem você por perto.
Compreenda, agora, cada batida do meu coração ganhando força,
através da cor do seu olhar, da sua presença e do meu amor.
A vida antes do amanhecer, da falta da luz,
corrompida através da ausência, da imagem fundida,
do penhasco, do luto, da minha luta pra permanecer
enquanto, caprichosamente, te espero.
E quando o dia me traz você, sorrindo,
digo que valeu cada minuto, cada segundo,
cada falta de detalhe que minha vida, antes, não percebia.
de uma imagem linda porém sem cor.
Imagine cada pedaço de cor iniciando o dia,
completando essa imagem, colorindo nosso mundo.
Imagine meu coração batendo sem você por perto.
Compreenda, agora, cada batida do meu coração ganhando força,
através da cor do seu olhar, da sua presença e do meu amor.
A vida antes do amanhecer, da falta da luz,
corrompida através da ausência, da imagem fundida,
do penhasco, do luto, da minha luta pra permanecer
enquanto, caprichosamente, te espero.
E quando o dia me traz você, sorrindo,
digo que valeu cada minuto, cada segundo,
cada falta de detalhe que minha vida, antes, não percebia.
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